
Prezados Associados e parceiros do Conselho Empresarial Brasil-China,
Chegamos a conclusão de mais um ano que, certamente, pode ser considerado como bastante positivo para as relações sino-brasileiras. Além do expressivo crescimento apresentado pelo comércio bilateral, que superou US$ 35 bilhões, conquistamos avanço importante ao trabalhar junto ao governo brasileiro na elaboração e lançamento da Agenda China.
Ficou mais uma vez clara a significativa contribuição das relações sino-brasileiras para o crescimento e fortalecimento da indústria e economia do Brasil. Também em 2008, a indústria nacional foi a grande responsável pelas importações de produtos chineses (bens de capital, matérias-primas e bens intermediários), de forma a manter-se competitiva nos mercados doméstico e internacional. Os bens de consumo final mantiveram tendência de menor participação nas trocas com a China e representaram menos de 9% dos importados chineses no ano.
No entanto, apesar da evolução, ainda temos enormes desafios pela frente. Questões aparentemente menores continuam impactando seriamente na relação com o país asiático, como enorme morosidade para emissão de vistos de negócios e completo desaparelhamento da Embaixada brasileira em Pequim. O Conselho e sua nova Diretoria estão empenhados em trabalhar junto ao Ministério das Relações Exteriores em busca da melhor solução para esses problemas que têm causado prejuízos aos negócios de empresas brasileiras.
Para 2009, melhorar o nível do debate sobre China no Brasil e disseminar informações de qualidade sobre o país asiático serão mantidas como prioridades do Conselho. Da mesma forma, continuaremos a promover intensa agenda de atividades, com palestras, seminários e workshops para melhor entender e monitorar cenário político e econômico chinês.
Certamente 2009 será importante para o aprofundamento das relações sino-brasileiras. A segunda visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e a segunda reunião da Comissão Sino-Brasileira de Discussão e Concertação (COSBAN), que deverão ocorrer ainda no primeiro semestre, são oportunidades fundamentais para que o Brasil possa debater importantes questões de interesse das empresas associadas, a exemplo da abertura do mercado chinês para carnes e leite, bem como maior eficiência do processo de obtenção de vistos de negócio.
Ademais, com o cenário de crise internacional ainda presente ao menos no primeiro semestre de 2009, estamos certos de que a China e seu compromisso de continuar crescendo velozmente contribuirá para manter nível de crescimento sustentável da economia brasileira. O pacote de ajuda econômica anunciado pelo governo chinês em novembro de 2008 indica oportunidades para o Brasil, sobretudo ao setor exportador.
Ernesto Heinzelmann
Presidente do Conselho Empresarial Brasil-China